Corrente da Neusa

Neusa vende doce todo dia para tentar continuar com os cuidados do neto

Neusa, idosa de cabelos brancos, sentada na cadeira de rodas na calçada com uma caixa de doces no colo
R$ 44.310 59%
de R$ 75.000
Desejo contribuir

A Neusa tem setenta e um. Ela está na cadeira faz doze anos, e foi do colo da cadeira de rodas que ela criou o neto dela, o Mateus.

Neusa trabalhou trinta e dois anos de cozinheira de escola pra ter uma aposentadoria.

Faz oito meses que a aposentadoria dela foi cortada, numa revisão que ela nem entendeu direito. Era ela que pagava o acompanhamento do Mateus as terapias que ensinam ele a falar e a se virar sozinho.

Neusa na cadeira de rodas em frente ao portão de casa, com a caixa de doces no colo, ao lado do neto Mateus
Desejo contribuir

Parou o dinheiro, parou a terapia. E o menino começou a voltar pra trás. Palavra que ele falava, hoje não fala mais. Tem dia que nem o vó sai.

O doutor foi claro: é nessa idade que o Mateus mais aprende, e com um ano de terapia parada o que ele perdeu não volta nunca mais.

Neusa na feira, sentada na cadeira de rodas em dia de chuva, organizando os doces na caixa apoiada no colo

A Neusa voltou para cozinha. Acorda às quatro da manhã, faz os doces e empurra a cadeira seis quarteirões até a feira, com a caixa no colo.

O doce paga a comida da casa. A terapia custa mais do que ela junta em muitos meses de feira.

Ela passou a vida cuidando dos outros da escola inteira, do neto, de quem precisasse. Aos setenta e um anos, nunca tinha pedido nada pra ninguém. Essa é a primeira vez.

O Mateus ainda tem tempo.

Tudo pode começar a mudar para os dois, aqui em baixo:

Selecione um valor

Qualquer valor aproxima

Prefere outro valor?
R$
R$ 30R$ 1.000
Recados de quem entrou
JP

Minha mãe foi merendeira por trinta anos. Dói ver isso acontecer com quem cuidou de escola inteira.

Joaquim P.Belo Horizonte, MG
MA

Fiz o que deu hoje. Que o Mateus volte pras terapias o quanto antes.

Marisa A.São Paulo, SP
LS

Setenta e um anos empurrando a cadeira seis quarteirões com a caixa de doce no colo. Não dá pra fingir que não viu.

Lurdes S.Curitiba, PR
CR

Criei neto também. A gente faz o que precisar, mas tem hora que sozinha não dá.

Cleide R.Recife, PE
AM

Compartilhei com a família toda. Quanto mais gente souber, mais rápido resolve.

Anderson M.Salvador, BA
PG

Trinta e dois anos de trabalho pra perder a aposentadoria numa revisão. Entrei pra somar.

Patrícia G.Goiânia, GO